Como pedir crédito responsável
Pondera fazer um empréstimo? Saiba como pedir crédito de forma responsável, avaliar custos e tomar decisões informadas antes de assumir este compromisso.
Pedir crédito é uma decisão financeira que pode ter impacto durante vários anos na sua vida financeira e no seu orçamento familiar. Seja para comprar casaEle abrirá em uma nova janela, financiar um projeto pessoal ou a compra de um novo automóvel, assumir um empréstimo exige planeamento, informação e uma avaliação realista da capacidade financeira. As responsabilidades de crédito são indispensáveis neste processo, pois determinam a solvabilidade e o perfil de risco de um cliente.
Contratar um crédito com responsabilidade significa compreender os custos envolvidos, avaliar corretamente as responsabilidades de crédito já existentes e garantir que o compromisso assumido não coloca em risco o equilíbrio financeiro a médio e longo prazo. Neste guia, explicamos o que é o crédito responsável, como escolher a melhor opção e quais os principais cuidados a ter antes de avançar com um pedido de crédito.
O que é crédito responsável?
O crédito responsável é um princípio de boa gestão financeira, previsto na legislação de responsabilidades de créditosVocê será redirecionado para outro site e ele abrirá em uma nova janela e nas orientações dos reguladores, que orienta a forma como o crédito deve ser concedido e contratado. Na prática, crédito responsável significa contratar um empréstimo de forma consciente, após uma análise rigorosa da situação financeira do consumidor e da sua capacidade real de cumprir os pagamentos ao longo de todo o prazo do contrato, sem comprometer despesas essenciais como habitação, alimentação, saúde ou educação.
Para o consumidor, este princípio implica responsabilidade direta na decisão de endividamento. Cabe-lhe avaliar se a necessidade do crédito é justificada, escolher um montante ajustado ao rendimento disponível e compreender integralmente as condições do empréstimo. Isto inclui não apenas a prestação mensal, mas também a duração do contrato, os encargos associados (juros, comissões e seguros) e os riscos futuros, como a subida das taxas de juro ou eventuais alterações no rendimento.
Ao adotar uma postura responsável, estará a proteger o seu equilíbrio financeiro e reduz o risco de situações de sobre-endividamento. Em simultâneo, o crédito responsável contribui para um sistema financeiro mais estável, baseado em decisões informadas, sustentáveis e alinhadas com a capacidade real de pagamento dos consumidores.
Como escolher um crédito responsável
Tendo em conta as responsabilidades de crédito, escolher um crédito responsável passa por comparar propostas, analisar diferentes cenários e perceber qual a solução mais adequada ao seu objetivo.
Antes de tomar uma decisão, é importante considerar os seguintes aspetos:
● Avaliar a taxa de esforço, garantindo que a prestação mensal é compatível com o rendimento;
● Comparar a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva), que reflete o custo total do crédito;
● Analisar o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor), para saber quanto irá pagar no total;
● Verificar comissões, seguros associados e eventuais penalizações.
Deve ter a certeza de que o crédito serve mesmo o objetivo que pretende e que a prestação mensal cabe confortavelmente no seu orçamento, sem causar dificuldades financeiras. A taxa de esforço deve ser equilibrada, para que consiga manter a sua estabilidade financeira.
Além disso, convém pensar no futuro e perceber o que pode acontecer se as taxas de juro subirem, garantindo que continua a conseguir pagar o crédito. Um bom financiamento deve ajudar a organizar as suas finanças, e não tornar-se um problema a longo prazo.
Lembre-se de que um crédito só é responsável quando o consumidor compreende claramente todas estas variáveis e escolhe a opção que melhor se enquadra na sua situação financeira.
Quando faz sentido pedir crédito?
Não existe um valor universal que faça sentido pedir em crédito. O montante adequado depende sempre de vários fatores, como o tipo de crédito, o objetivo do financiamento e, sobretudo, a situação financeira de cada pessoa.
Existem diferentes tipos de crédito que podem fazer sentido consoante o seu objetivo, por exemplo, um pedido de crédito pessoal, crédito automóvel ou crédito habitação, cada um responde a necessidades distintas. Por isso, o valor a pedir deve estar alinhado com o projeto a concretizar e com a capacidade de pagamento ao longo do tempo.
De forma geral, recomenda-se que a soma de todas as prestações mensais de crédito não ultrapasse 30% a 35% do rendimento líquido mensal. Ultrapassar este limite pode aumentar significativamente o risco de dificuldades financeiras, especialmente em cenários de subida das taxas de juro ou de redução de rendimentos.
Antes de avançar com um pedido de crédito, deve fazer um orçamento detalhado, analisar as suas despesas fixas e avaliar o impacto da nova prestação no dia a dia. O crédito pode ser uma ferramenta útil para concretizar projetos ou responder a necessidades imprevistas, desde que seja contratado de forma consciente e ajustada à realidade financeira de cada cliente.
O que são as responsabilidades de crédito
As responsabilidades de crédito correspondem a todas as obrigações financeiras assumidas por uma pessoa junto de instituições financeiras, resultantes de créditos já contratados ou garantias prestadas, como fianças. Incluem, por exemplo, créditos pessoais, crédito à habitação, cartões de crédito, linhas de crédito e valores em que o consumidor surge como fiador, independentemente de estarem a ser cumpridos sem atrasos.
Conhecer estas responsabilidades de crédito é fundamental para avaliar a capacidade de assumir um empréstimo, e pedir crédito de forma responsável, uma vez que influenciam diretamente a taxa de esforço e o risco financeiro.
Centralização de responsabilidades de crédito
A Central de Responsabilidades de CréditoVocê será redirecionado para outro site e ele abrirá em uma nova janela ( CRC), gerida pelo Banco de Portugal, reúne informação sobre todos os créditos contratados por cada cliente junto do sistema financeiro. Esta central permite às instituições bancárias avaliarem o risco associado a cada pedido de crédito e ajuda o cliente a ter uma visão global da sua situação financeira.
É aqui que os bancos consultam o histórico antes de aprovar um novo pedido de crédito pessoal ou habitação. O principal objetivo desta centralização é garantir transparência e controlo do risco. Através da CRC, os bancos conseguem ter uma visão completa do nível de endividamento de cada cliente antes de aprovarem um novo pedido de crédito. Isto permite avaliar se o consumidor tem capacidade financeira para assumir mais um compromisso ou se o novo crédito poderá colocar em risco o cumprimento das suas obrigações.
Ao consultar a CRC, o próprio cliente pode também verificar todos os créditos em que figura como titular ou fiador, confirmar se a informação está correta e perceber qual o impacto real das suas responsabilidades de crédito na taxa de esforço.
Que aplicações móveis permitem monitorizar as minhas responsabilidades de crédito?
Atualmente, é possível acompanhar as suas responsabilidades de crédito através de:
● O Portal do Banco de Portugal, onde o Mapa de Responsabilidades de Crédito pode ser consultado online;
● As aplicações bancárias, que permitem visualizar créditos ativos, valores em dívida e prestações mensais;
● Ferramentas de gestão financeira, que permitam organizar e acompanhar os encargos mensais. A app do ABANCA dispõe de funcionalidades que podem ajudar a monitorizar e organizar as suas finanças pessoais.
Estas funcionalidades permitem-lhe organizar e acompanhar os seus encargos mensais no orçamento familiar de forma mais estruturada, o que é útil para monitorizar responsabilidades de crédito e outras despesas.
O que é o mapa de responsabilidades de crédito?
O mapa de responsabilidades de crédito é um documento oficial emitido pelo Banco de Portugal que reúne, de forma detalhada e organizada, toda a informação sobre os créditos que um consumidor tem em seu nome ou nos quais figura como fiador/avalista.
Este documento funciona como um “extrato global” da situação de crédito de um cliente perante o sistema financeiro e é necessário para quem pretende pedir um crédito de forma responsável, pois permite entender rapidamente quais são as suas obrigações financeiras atuais e como elas podem influenciar a sua capacidade de contrair um novo empréstimo.
O mapa de responsabilidades de crédito tem várias utilidades práticas, tanto para o consumidor como para as instituições financeiras, pois proporciona uma visão clara e consolidada de todos os compromissos de crédito existentes, entre os quais:
● Avaliação da saúde financeira pessoal: ao consultar o mapa, o titular consegue visualizar todos os créditos que tem contratados, os montantes em dívida e eventuais valores em atraso, o que facilita o controlo e a gestão das suas finanças.
● Pedido de crédito: os bancos e outras instituições requisitam este documento quando um cliente pede um novo crédito (seja crédito pessoal, crédito habitação ou outro tipo), porque permite conhecer o histórico de responsabilidades e medir o risco de concessão.
● Planeamento financeiro: ao analisar o mapa, um cliente pode perceber se faz sentido consolidar créditos, renegociar condições ou reduzir encargos antes de avançar com um novo pedido.
● Verificar informação histórica: o mapa mostra não só créditos ativos como também aquelas responsabilidades em que o cliente aparece como fiador ou avalista, ou ainda créditos que já foram liquidados.
Como obter o mapa de responsabilidades de crédito
O mapa de responsabilidades de crédito pode ser obtido gratuitamente através do site do Banco de Portugal, seguindo estes passos:
● Entrar na área da Central de Responsabilidades de Crédito - secção cidadão ou secção empresas;
● Autenticar-se com Cartão de Cidadão ou Chave Móvel Digital;
● Consultar ou descarregar o seu mapa atualizado.
Este documento deve ser lido e analisado antes de qualquer pedido de crédito. Assim que obtiver o seu mapa, irá encontrar diferentes secções com informação que ajuda a perceber a sua situação atual de crédito.
Alguns dos elementos mais importantes são:
● Identificação do titular: o seu nome e número de identificação fiscal (NIF), para que fique certo de que é o seu documento;
● Data das responsabilidades: a data de referência da informação, pois o documento corresponde a um momento específico no tempo;
● Tipo de responsabilidade: indica se é devedor direto ou se figura apenas como fiador/avalista num contrato de crédito;
● Produto financeiro: mostra o tipo de crédito (por exemplo, crédito pessoal, crédito habitação, cartão de crédito) associado a cada responsabilidade;
● Montantes em dívida: valores que ainda tem para pagar, organizados por contrato ou produto financeiro;
● Montantes em incumprimento ou potenciais: valores em atraso ou obrigações que podem vir a tornar-se dívida se forem utilizados (por exemplo, um limite de crédito num cartão que ainda não foi gasto);
● Prestação e periodicidade: o valor das prestações mensais e com que frequência são pagas (mensal, trimestral, etc.).
Quais são as principais responsabilidades de crédito em Portugal?
As responsabilidades de crédito são os compromissos financeiros que um cliente tem de assumir com o banco ao pedir um empréstimo, independentemente do valor do crédito ou da forma como é utilizado. Estas responsabilidades são registadas na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal e são consideradas sempre que existe um novo pedido de crédito.
De acordo com o Portal do Banco de Portugal as principais responsabilidades de crédito no país, incluindo responsabilidades efetivas e potenciais são:
● Crédito habitação: Empréstimos para aquisição, construção ou realização de obras em habitação própria permanente, secundária ou para arrendamento. Trata-se, regra geral, da responsabilidade de maior peso no orçamento familiar;
● Crédito pessoal: Empréstimos destinados a diferentes finalidades, como obras, educação, saúde, viagens ou outras despesas. Inclui tanto créditos finalizados como não finalizados;
● Crédito automóvel: Financiamento para compra de veículos novos ou usados, com prestações mensais e prazo definido;
● Cartões de crédito: São consideradas responsabilidades tanto os montantes já utilizados como os limites de crédito disponíveis, mesmo que não estejam a ser usados no momento;
● Linhas de crédito associadas à conta: Incluem linhas de crédito contratadas e autorizações de descoberto bancário. Mesmo quando não utilizadas, contam como responsabilidade potencial;
● Leasing e renting financeiro: Contratos de locação financeira associados a veículos, equipamentos ou outros bens, com obrigação de pagamento periódico;
● Garantias prestadas (fiador ou avalista): Créditos em que o consumidor figura como fiador ou avalista de terceiros. Embora a dívida não seja sua, esta responsabilidade é considerada, pois pode vir a ter de assumir o pagamento;
● Créditos em incumprimento ou renegociados: Responsabilidades com prestações em atraso ou que tenham sido alvo de renegociação, que têm um peso acrescido na avaliação do risco.
Principais tipos de créditos e quando optar por cada um
Existem diferentes tipos de crédito, cada um adequado a objetivos específicos, mas as categorias mais comuns de crédito são:
● Crédito habitação: indicado para aquisição, construção ou realização de obras em habitação própria, incluindo o crédito habitação jovem, destinado a clientes até aos 35 anos, onde pode beneficiar de condições específicas;
● Crédito pessoal: utilizado para despesas diversas, é indicado para financiar obras em casa, educação, despesas de saúde, aquisição de bens ou serviços, viagens ou para responder a necessidades imprevistas, permitindo ao cliente distribuir o pagamento ao longo do tempo através de prestações mensais;
● Crédito automóvel: destinado à compra de viatura própria, nova ou usada, podendo também abranger despesas associadas, como impostos, seguros ou equipamentos, com prazos e condições ajustados ao tipo e à idade do veículo;
● Crédito Multiopções: Este tipo de crédito trata-se de uma solução de financiamento flexível que permite utilizar um montante de crédito previamente aprovado para diferentes finalidades, como obras, compra de bens, despesas pessoais ou necessidades imprevistas. O cliente pode usar o crédito de forma faseada, à medida das suas necessidades, pagando prestações de acordo com o montante efetivamente utilizado.
Qual a idade máxima para pedir crédito pessoal?
Esta é uma das perguntas mais comuns entre os clientes que procuram informações sobre o pedido de crédito pessoal. A idade máxima para pedir crédito pessoal varia de banco para banco, mas, regra geral, a idade no final do contrato não deve ultrapassar os 70 a 75 anos.
Este limite existe porque as instituições avaliam o risco associado à idade, à estabilidade de rendimento e à capacidade de reembolso ao longo do prazo do crédito. Quanto maior for o prazo, mais exigente tende a ser esta avaliação.
Como posso pedir um crédito de forma responsável
Pedir crédito de forma responsável implica preparação, comparação e reflexão. Antes de avançar com um pedido de crédito pessoal ou habitação, é fundamental analisar com cuidado a própria situação financeira e perceber se o compromisso é sustentável ao longo do tempo.
Uma das primeiras etapas passa porsimular diferentes cenários, tendo em conta variações nas taxas de juro, especialmente em créditos de taxa variável. Esta simulação permite antecipar o impacto de uma eventual subida da prestação mensal e avaliar se o orçamento familiar continua equilibrado mesmo em contextos menos favoráveis.
É igualmente importante analisar o impacto do crédito no orçamento mensal, identificando todas as despesas fixas e variáveis e confirmando se a prestação se mantém dentro de uma taxa de esforço confortável. Idealmente, deve existir sempre uma margem financeira que permita lidar com imprevistos, como despesas médicas, reparações urgentes ou uma redução temporária de rendimento.
Outra boa prática consiste em comparar propostas de diferentes instituições, não apenas pela prestação mensal, mas pelo custo total do crédito. Avaliar a TAEG, o MTIC, as comissões e os seguros associados ajuda a evitar decisões baseadas apenas em valores aparentes.
Por fim, pedir crédito de forma responsável implica evitar acumular vários créditos de pequeno valor, que, em conjunto, podem pesar significativamente no orçamento. Sempre que possível, deve optar-se por soluções ajustadas às reais necessidades, com prazos adequados e valores compatíveis com a capacidade financeira, garantindo um equilíbrio sustentável ao longo do tempo.
O que deve avaliar com atenção antes de pedir crédito ao banco
Agora que sabe como solicitar um crédito com responsabilidade, antes de avançar com o pedido, é recomendado avaliar cuidadosamente:
● A sua taxa de esforço atual e futura;
● O custo total do empréstimo (TAEG e MTIC);
● A estabilidade do seu rendimento;
● As responsabilidades de crédito já existentes;
● A existência de uma reserva financeira para emergências.
Tomar estas precauções ajuda a evitar riscos excessivos e promove decisões financeiras mais seguras e sustentáveis.
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